Olá seguidores e leitores do Entre Resenhas!!
Hoje é dia de conhecer melhor nosso novo escritor parceiro e como surgiu seu livro Morte em Dezembro!!
1. Quem é Ivair Gomes?
Nasci em
Campinas do Sul, RS, a 44 anos. Já fiz de tudo na vida. Na verdade comecei a trabalhar muito cedo. Meu pai foi trabalhador de usina hidrelétrica(barrageiro, no
popular) e vivia viajando, mudando de um lugar para outro. Moramos no interior
do Mato Grosso, no interior de São Paulo, no Paraná e a mais de 25 anos fixamos
residência neste estado tão acolhedor que é Santa Catarina. Essa constante
mudança de ares, me trouxe muitos infortúnios, mas no final das contas ganhei
mais que perdi. Ganhei o conhecimento das culturas locais, um modo peculiar de
ver as pessoas e seus costumes. Aprendi muito nessas viagens e moradias esporádicas.
Estou casado com uma esposa maravilhosa que me ajuda e incentiva nos meus
projetos, sejam eles literários ou não. No momento sou bancário.
2. Ivair, quando foi que você começou a escrever?
Que eu me
lembre, foi aos 16, 18 anos. Escrevia muita poesia. Eu vivia apaixonado. Era só
uma menina bonita sorrir para mim e pronto. Já estava apaixonado. Escrevia
então dezenas de poemas para ela. Eu era muito tímido. Por causa do meu porte
físico, pequeno e magrela. Hoje alguma coisa mudou e não foi a altura (risos).
3. E os romances ,como você começou a escrever os romances?
Então, em
meados dos anos 90, lá por 1997 eu comprei meu primeiro computador. E logo
entrei em um grupo de lista de contos .Lá tinham pessoas de 15 a 45 anos, de todos os
lugares do Brasil, das mais diversas profissões. O pessoal escrevia, todos liam
e depois enviavam comentários. Ali eu comecei a escrever os primeiros contos.
Recebi alguns elogios e também muitas críticas construtivas que me auxiliaram a
podar meus erros. Então eu comecei a escrever contos mais longos e em seguida
comecei a reescrever pequenos contos, que já havia publicado na net,
transformando-os em algo maior.
4. Como
você cria seus enredos, seus personagens, como é sua construção literária?
Bom, eu sempre
pesquiso muito antes de escrever. Mesmo durante a escrita, estou escrevendo e
pesquisando, mudando algo, alterando um cenário, mudando o comportamento de um
personagem, pois os personagens “vivem’,
tem uma vida e como nós eles podem mudar de atitude de um momento para outro.
Meus personagens são de carne e osso, tem dor de coluna, como em “Dias
Difíceis”, tomam remédio como em “Morte em Dezembro” , mas
tomo cuidado para eles não serem piegas demais, chatos demais, corretos demais.
Pois isso se torna uma ilusão. Gosto dos personagens sarcásticos, com senso de
humor.
5. Quanto tempo você leva para escrever um livro?
Olha, depende
muito. Se é algo mais cotidiano, posso escrever um conto em dois ou três dias,
mas se é algo mais refinado que envolve questões mais densas a coisa é mais
longa. Já escrevi dois contos em uma semana. Assim como levei dez anos para
finalizar Morte em Dezembro, e outros dois anos para compor Dias Difíceis que
tinha inicialmente 720 páginas e reduzi para 519. E Dias difíceis eu pesquisei
muito mais que Morte em Dezembro.
6. Você está lançando o livro Morte em Dezembro pela
Editora Dracaena, fale sobre esse trabalho.
Bom, Morte em
Dezembro nasceu em minha cabeça após ler ‘O dia do Chacal” do Frederick Forsyth.
Foi ali que me deu um insight. Principalmente porque já havia sido anunciado o
encontro do Mercosul aqui em Florianópolis para o ano de 2000. Então eu corri
atrás. Fui a vários locais que poderiam servir de possível localização onde um
atirador se posicionasse para um tiro certeiro. Temos aqui no centro de
Florianópolis o antigo Palácio do governo que fica na praça dos três poderes,
fui lá de madrugada, fiquei olhando os prédios, virava de um lado para o outro
e ficava imaginando o que poderia ser feito. Onde o assassino poderia ficar
para atirar. Primeiramente pensei em fazer ali a cena da tentativa do
assassinato. Ao ar livre. Com a mudança
da sede do Governo para outro local, tive que fazer umas modificações no livro.
7.Foi isso que ocasionou a demora para o livro ficar pronto?
Não só por
isso. Foi um relapso meu. Tive outros objetivos na vida. Priorizei outras
questões. E quando retomei a escrita dele tive
que fazer várias alterações e adaptações no livro. Fiz e refiz o caminho
do assassino. Alguns locais que cito no livro, infelizmente hoje já não existem
mais. Mas para não prejudicar a história
não quis mudar, pois senão seria um livro totalmente novo. Na época fiz várias
pesquisas junto a PF e a policia civil, a secretária de segurança, tentando
trazer ao leitor um pouco da realidade destas instituições.
8. E porque só agora o livro ficou pronto?
Na verdade eu
tenho cinco romances inacabados, o Morte em Dezembro era apenas mais um. Eu não
via perspectiva de lançamento do livro. Então deixava engavetado, coloquei a
muito tempo atrás na internet alguns trechos do livro. E no ano passado devido
a algumas circunstâncias, comecei a mexer no livro novamente. Então surgiu o
convite da Dracaena, na pessoa do Léo Kades e aqui estamos nós.
9. Fale mais do seu livro.
Bom, como eu
disse eu busquei muitas fontes e informações. O assassino do livro é um
personagem muito astuto e perigoso. Tive que ler bastante sobre crimes
cibernéticos, sobre novas tecnologias, e também ataques bioterroristas e mesmo
organizações terroristas ao redor do mundo. E descobri também muita coisa pela
internet. Fui fundo tentando encontrar informações sobre órgãos e departamentos
policiais dentro e fora do Brasil. O
livro mostra a dificuldade que os órgãos internacionais e nacionais tem para
identificar um assassino enviado ao Brasil para boicotar o encontro do Mercosul, usando para isso de métodos letais, muitos deles inovadores. E
apresenta o cenário das ilhas onde Robinson Crusoé foi encontrado, no Chile,
como mostra com detalhes um pouco da vida do porto de Vigo na Espanha, onde o
assassino pode ter passado algum tempo. E tem como tema central a cidade de
Florianópolis, onde o morador local irá
encontrar muitos lugares conhecidos descritos no livro.
10. Como foi o processo para
chegar até a editora Dracaena.
Eu recebi
um e-mail do Sr Léo Kades, o editor da Dracaena. E ele se mostrou interessado
em lançar o livro. Fiquei meio receoso no primeiro momento pois no passado tive
problemas com algumas editoras que trabalham sob demanda. Mas o Léo
soube me fazer entender que esse projeto era diferente. E assim fomos
conversando e aos poucos a coisa se ajustou. Gostei muito da forma como tudo
foi conduzido. O Léo me ligava e me informava do que estava acontecendo, dos
passos da formação do livro. Hoje o livro está aí, pronto para os leitores
desfrutarem.
11. – Que recado você gostaria de deixar aos leitores do livro Morte em
Dezembro.
Ler ainda é a maior aventura que você
pode viver. Com a leitura você viaja, conhece lugares e pessoas. Leia mais,
aprenda mais. Não importa sua idade, sempre é tempo de aprender. E aos jovens
eu gostaria de pedir que desligassem um pouco dos games e se ligassem nos
livros. Quem lê fala mais e melhor, além de aprender a escrever.
É isso pessoal.. Já deu pra conhecer um pouquinho do nosso novo escritor parceiro!!
Obrigada Ivair por dividir com a gente um pouquinho de você!!
Oi Rê.
ResponderExcluirAdmito que esse título ainda não tinha chamado minha atenção, mas gostei de saber mais sobre o recesso de criação da história, e agora fiquei curiosa para saber mais sobre o livro, até por que parece ser bem meu estilo de leitura.
Ou seja, mais um para minha lista de futuras leituras. hahaha
Bjs.
Nel
Mais um blog sobre livros
Olá Nel!!
ExcluirEntão..Achei mesmo que você iria gostar da história, é bem o estilo de livro que você gosta!!
Confesso que estou a mil por hora na espera pelo livro para poder ler e resenhar aqui pra vocês!
São poucos os livros nessa linha que me chamam a atenção e esse digo que fiquei super interessada em ler!
A capa e a Sinopse achei 'eletrizantes'
Beijos
Rê Souza
Oi Rê..
ResponderExcluirComo vai?
Vi seu recadinho hoje no menu parcerias de meu blog.
E já coloquei seu banner no meu blog, como minha parceira.
Fico feliz e agradecida que quis o meu blog como parceiro.
Nossa ele demorou 10 anos para finalizar este livro. Deve valer a pena ler então.
Beijos
livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br
Olá Leticia!!
ExcluirVou bem!!
Seu banner também já está aqui!!
Imagina!! Achei fofo seu blog, gostei muito!!
Com certeza, e logo teremos resenha dela aqui!! Aguarde!
Beijos
Rê Souza
Oi Rê, obrigada por seguir meu blog, já te retribui seguindo. Bjinho
ResponderExcluirLuh
bisbiblogando
Olá Luana!!
ResponderExcluirObrigada!!
Volte sempre.
Beijo
Rê Souza
"Escrevia muita poesia, vivia apaixonado"
ResponderExcluirAh, encantada!!!! :D
www.fizdecanetinha.com
Olá Karla!!
ResponderExcluirObrigada pela visita e comentário!!
É o tipo de coisa que encanta mesmo a gente!! Também adoro poesia!!
Beijo
Rê Souza
Por trás das pequenas cidades, das boas e más experiências de vida e da leitura a gente encontra em cada recanto desse país um grande escritor. Muitos não tem a oportunidade de publicar um livro ou poema sequer, mas eu realmente fico muito feliz que essa oportunidade foi dada ao Ivair, olhando para suas palavras na entrevista e, principalmente, para o esforço de escrever uma obra em 10 anos. Como escritor, sei que quanto mais tempo ficamos longe de uma obra inconclusa, mais difícil é continuá-la sem deixar fios soltos pela trama do texto. Parabéns a você Ivair e a cada escritor/leitor desse blog, pois é através de vocês que a vida se faz mais vívida e verossímil aos olhos e mentes sedentos de quem precisa, e todos precisamos!
ResponderExcluirOlá Marcus Rios!
ExcluirObrigada pelo comentário!!
Volte sempre que quiser!
Beijo
Rê Souza